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Registo de óbito no exterior: quem pode fazer

Por IntFormalities
Atualizado em 19 Janeiro 2024
Tempo estimado de leitura: 4 minutos

O processo de registo de óbito no exterior desempenha um papel essencial, frequentemente subestimado, para os cidadãos portugueses que residem além das fronteiras nacionais ou que, de forma lamentável, venham a falecer em solo estrangeiro

Este artigo tem como propósito principal fornecer um esclarecimento abrangente acerca dos procedimentos, requisitos e elementos cruciais relacionados ao registo de óbito no exterior, enquanto destaca as notáveis disparidades em comparação com o processo de registo em território português.

Registo de óbito no exterior: quem pode fazer
Processo de registo de óbito no exterior: os procedimentos e requisitos para registar um óbito de um cidadão português no estrangeiro.

O que significa registar um óbito no exterior

Registar um óbito no exterior é um procedimento legal que documenta o falecimento de um indivíduo português fora das fronteiras do país. Esse registo é crucial para manter um registo adequado da população portuguesa no estrangeiro e assegurar que os direitos e procedimentos legais sejam respeitados.

Diferenças entre o procedimento em portugal e no estrangeiro

Em Portugal, o boletim de óbito é realizado nas conservatórias do registo civil, como explicamos nesse artigo anterior, enquanto no estrangeiro, o processo ocorre nos postos consulares. No entanto, se o óbito ocorreu no estrangeiro e o falecido era português, a certidão de óbito deve ser registada em Portugal, o que envolve um conjunto específico de passos.

Quem pode registar um óbito no estrangeiro

Quando se trata de registar o óbito ocorrido no estrangeiro, várias pessoas e autoridades podem desempenhar um papel importante nesse processo. Desde familiares próximos até autoridades oficiais, cada um tem a sua tarefa para garantir que a morte de um cidadão português seja devidamente registada e reconhecida

Abaixo, vamos evidenciar quem são essas pessoas e autoridades e o que elas precisam fazer para efetuar o registo de óbito no estrangeiro:

  • Parente Próximo: O parente mais próximo do falecido tem a responsabilidade de efetuar o registo, bem como outros familiares presentes.
  • Cidadão ou Entidade do Funeral: A pessoa encarregada dos arranjos funerários também pode registar o óbito.
  • Autoridades Administrativas ou Policiais: Caso o falecido tenha sido abandonado, as autoridades administrativas ou policiais podem realizar o registo.
  • Autoridades Locais: Em alguns casos, as autoridades locais podem estar envolvidas no processo.

Como fazer o registo

O procedimento de registo de óbito no estrangeiro é flexível, podendo ser efetuado a qualquer hora durante o período de atendimento do posto consular mais próximo. Para completar o registo, é essencial providenciar a apresentação dos seguintes documentos obrigatórios:

  • Bilhete de Identidade/Cartão de Cidadão de quem está efetuando o registo;
  • Certificado de óbito ou auto lavrado pela autoridade administrativa competente, com a intervenção de duas testemunhas;
  • Indicação da Conservatória de Registo Civil detentora do assento de nascimento do falecido.

O registo de óbito no exterior envolve custos administrativos, que podem variar conforme o posto consular

Garantindo direitos legais através do registo

O registo de óbito no exterior não só é uma obrigação crucial para documentar adequadamente os cidadãos portugueses falecidos e proteger seus direitos legais, mas também cria um registo oficial e duradouro que reconhece o evento e a existência da pessoa, mesmo após sua passagem. 

Ao seguir os procedimentos adequados delineados neste guia, é possível efetuar esse registo de maneira eficiente mesmo no exterior, garantindo que a memória dos entes queridos seja cuidadosamente preservada, independentemente do local do falecimento. As orientações e requisitos fornecidos oferecem uma abordagem clara e tranquilizadora para os familiares e entes queridos lidarem com esse processo delicado, assegurando o devido respeito àqueles que partiram.

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